segunda-feira, 3 de março de 2014

Área se consolida e é desafiadora, diz arquivista


Segundo profissional, trabalho com informação é atraente.
Mas arquivistas precisam fugir de estereótipos.
Simone Harnik Do G1, em São Paulo




  Foto: Arquivo Pessoal

A arquivista Brenda Couto de Brito Rocco (Foto: Arquivo Pessoal)


No Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, desde 2006, Brenda Couto de Brito Rocco, 27 anos, trabalha com arquivos digitais. Formada pela Universidade Federal Fluminense, a jovem vê o mercado de arquivologia como promissor.



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“Para mim, é uma área que está se consolidando e que oferece vários desafios. É envolvente para quem gosta de trabalhar com informação”, afirma. Ao mesmo tempo, segundo a profissional, os arquivistas têm de fugir de estereótipos. Confira a entrevista completa.
G1 – Onde você estudou e qual seu percurso acadêmico?
Brenda Couto de Brito Rocco – Estudei arquivologia na Universidade Federal Fluminense (UFF) e me formei em 2004. E depois já fiz uma pós-graduação em gestão estratégica.






G1 – Por que você escolheu a profissão?

Brenda – Eu procurava alguma área que tivesse a ver com história, cultura e documentação. Minha irmã é bibliotecária, e eu também já tinha uma influência. Daí vi a grade do curso de arquivologia e achei bastante interessante. Na época, lembro que fiquei na dúvida entre produção cultural e arquivologia, mas optei pelo segundo. G1 – Como foi o percurso profissional?
Brenda – No terceiro período da faculdade já fiz estágio no “Jornal do Brasil”. Lá eu trabalhava com arquivos jurídicos, fotografia e recursos humanos. Mas foi no segundo estágio que fiquei mais firme na área e vi que era aquilo que eu gostava mesmo. Foi na Ordem dos Advogados, e lá trabalhava com processos, em uma dinâmica bem diferente.





  Foto: Divulgação/Arquivo Nacional

Vista do Arquivo Nacional, onde Brenda trabalha (Foto: Divulgação/Arquivo Nacional)


G1 – O que você faz atualmente e como é o dia-a-dia na carreira?
Brenda – Atualmente eu trabalho com documentos digitais. Dentro da profissão é possível optar por várias frentes, como a gestão de documentos, os arquivos permanentes, a restauração de documentação. Hoje, estou na Coordenação-Geral de Gestão de Documentos (Coged), que planeja, supervisiona e realiza atividades de gestão de documentos de arquivo e presta orientação técnica a órgãos e entidades da administração pública federal. Meu trabalho é criar procedimentos para o trabalho. Nós apoiamos o Conselho Nacional de Arquivos e também prestamos assistência técnica a todos os órgãos do Poder Executivo federal. Saímos para dar treinamentos e cursos.

G1 – O que você mais gosta de realizar na carreira?
Brenda – Oferecer treinamento para as outras pessoas é muito interessante. Já estive no Arquivo Estadual da Bahia, em Cuiabá, em Curitiba. Tudo isso por meio do Arquivo Nacional. A parte de pesquisa também me anima bastante.

G1 – Qual o ponto negativo da profissão?
Brenda – Acho que as pessoas que procuram o curso não têm noção do que a área é. A maior parte dos candidatos busca porque a relação candidato/vaga nos vestibulares é menor. Daí, chegam alunos com deficiência no ensino. Se, quando virar profissional, não conseguir dar conta do trabalho, a empresa fecha portas.

G1 – Qual o aspecto positivo da carreira?
Brenda – Para mim, é uma área que está se consolidando e que oferece vários desafios. É envolvente para quem gosta de trabalhar com informação. E para pesquisadores também é interessante.

G1 – Qual o perfil para ser bem sucedido na área?
Brenda – É necessário gostar de estudar bastante, pois o arquivista trabalha com fundamentos de outras áreas. Então, é preciso aprender várias disciplinas. Também é necessário organização e ser uma pessoa tranquila. Profissionalmente, é necessário ser minucioso.

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