quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

BOM DIA ARQUIVISTAS!




Empresas ganham mais eficiência com arquivista


Profissional é responsável por gerenciar informações e documentos
Imagine a cena: vários acionistas de uma empresa reunidos em uma sala para fechar um negócio que trará muitos lucros para a organização. Estava tudo certo, não fosse a falta daquele documento chave que ninguém consegue encontrar no meio dos arquivos. Certamente essa situação não ocorreria se ali estivesse um profissional de arquivo. Responsável por gerenciar todo e qualquer tipo de informação, seja em instituições públicas ou privadas, o arquivista é quem tem a habilitação para garantir o acesso ao conhecimento com eficiência.
Ainda pouco conhecida, a profissão vem ganhando espaço no mercado devido à grande quantidade de informações que são geradas a todo instante dentro das organizações. O campo está aberto e com falta de profissionais habilitados. “Londrina está exportando mão de obra. Temos profissionais atuando em Londrina, mas também em Curitiba, Brasília e no Rio de Janeiro”, afirma a professora doutora, Wilmara Rodrigues Calderon. Ela é uma das responsáveis pela implantação do curso de arquivologia na Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 1998. A instituição é a única a oferecer essa formação no Paraná.
UEL oferece pós em Arquivos Empresariais
A UEL está com as inscrições abertas para a especialização em Arquivos Empresariais. Inédito no Paraná, o curso tem o objetivo de capacitar profissionais que atuam direta ou indiretamente com gestão de documentos em empresas públicas ou privadas.
São ofertadas 30 vagas para graduados em qualquer área. A especialização terá aulas nas sextas-feiras à noite e nos sábados em período integral, totalizando uma carga horária de 375 horas. A mensalidade é de R$ 182.
O prazo de inscrições é até 20 de novembro e a taxa é de R$ 50. O resultado da seleção será divulgado no dia 17 de dezembro. Outras informações no site www.uel.br/ceca/spg ou pelos telefones 3371-4348 e 3371-4665.
Wilmara conta que o curso da UEL nasceu da própria necessidade de mercado. De acordo com ela, em 1997 foi realizada uma pesquisa na região em que foi constatado um campo muito vasto para esse profissional. “Mais do que antes, o campo continua aberto. Na medida em que o curso foi se desenvolvendo, os alunos, por meio dos estágios, começaram a mostrar para as empresas qual é o trabalho de um arquivista”, salienta.

Habilidades
Graduada na segunda turma da UEL, Daniella Debertolis hoje atua com consultorias para empresas. “Saí da faculdade para o mercado com projetos. Já atuei com arquivos contábeis, jurídicos, de recursos humanos e mapeamento de processos, além de certificação ISO”, relata a arquivista. Ela enfatiza: “para a empresa conseguir uma certificação ISO, obrigatoriamente tem que ter um sistema de informação que funcione.”
Atraída para a profissão por gostar de trabalhos manuais, Daniella encontrou nas técnicas de preservação e restauração uma habilidade que faz a diferença. Muito valorizada atualmente nas organizações, a memória institucional, trabalho também desenvolvido por um arquivista, pode representar um diferencial do negócio em relação aos concorrentes.
A docente, Leonina Amanda Feitoza, lembra que não são somente os papéis que fazem parte da rotina de um arquivista. “Com a era digital temos que pensar em todo tipo de suporte possível que recebe registros de informação, como fotos, fitas, vídeos, DVDs, gravações. É uma profissão desafiadora, porque as instituições sonham em um dia não existir mais papel.” Por isso, segunda Leonina, é fundamental que o profissional esteja sempre atento às novas tecnologias.
“Habilidade de um arquivista são desconhecidas”
Relato de um aluno à professora de arquivologia Wilmara Calderon expõe uma realidade que alguns estabelecimentos ainda se submentem: a empresa em que o estudante trabalhava teve que pagar uma multa em dólares e ter a mercadoria apreendida porque perdeu uma nota fiscal. Situação também encontrada pela estudante do último ano de arquivologia, Izabel Feijó Oliveira Flores, em muitas empresas que passou.
Aos 51 anos, Izabel buscou a formação por detectar a necessidade e a dificuldade que as organizações têm atualmente em resgatar ou mesmo organizar seus documentos. “O gerenciamento da informação permite que você disponibilize em tempo hábil algum conhecimento que pode ser fundamental na tomada de decisão de uma empresa”, ressalta.
Sempre atuando na área administrativa, ela conta que as instituições sabem que precisam se organizar, mas ainda desconhecem as habilidades de um arquivista. “É necessário que as empresas invistam nessa área, porque, com certeza, terão resultados”, destaca.
Piso da profissão é de R$ 1,2 mil
A UEL coloca todos os anos cerca de 40 profissionais no mercado de trabalho. Para recém-formados o piso salarial é de RS 1,2 mil, podendo chegar a R$ 3,5 mil em concursos públicos em início de carreira. Para a estudante Izabel Feijó Oliveira Flores essa é uma profissão que desponta no cenário brasileiro. “Daqui uns cinco anos um arquivista vai ganhar a peso de ouro”, aposta.