21 de maio de 2013

Brasil e China farão uma troca de informações sobre preservação
digital de arquivos históricos. O assunto foi discutido durante encontro
ontem (20) entre o diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes, e
do diretor-geral do Arquivo Municipal de Tianjin, na China, Rong Hua. A
reunião foi na sede do Arquivo Nacional.
“O mundo é digital. É inexorável que cada vez mais registros se
produzam digitalmente para você garantir que a qualquer momento que você
necessite daquela informação, ela esteja disponível, senão estaríamos
contribuindo para uma amnésia nacional. Teríamos preservados documentos
de séculos passados e estaríamos chorando a preservação do patrimônio do
século 21”, disse Antunes.
Segundo o diretor do Arquivo Nacional, a China tem uma longa tradição
em preservação de arquivos, enquanto o Brasil está apenas começando.
“Por meio da preservação digital, iremos aumentar a longevidade desses
materiais para que a qualquer momento essa informação possa ser vista
por qualquer pessoa”.
“Primeiro, queremos fazer o intercâmbio de informações com o Brasil.
Segundo, nós queremos estabelecer um acervo de informações gerais sobre a
nossa cidade. Como o Brasil teve um consulado na cidade em 1909,
buscamos informações sobre esse período”, destacou Rong Hua.
A estimativa do governo federal é implantar até o início de 2014 o
programa de administração sem papel, dando prioridade à digitalização de
arquivos, que estão sob risco de deterioração.
Ligado ao Ministério da Justiça, o Arquivo Nacional foi criado
durante o reinado do imperador dom Pedro II para a preservação e
divulgação do patrimônio documental do país. Atualmente, o órgão tem
cerca de 16 milhões de páginas digitalizadas.
Fonte: Agência Brasil
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